Imagem capa - Um filme como uma carta de amor por Poetika Filmes
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Um filme como uma carta de amor


Em tempos de redes sociais, conexões em tempo real, lives, tecnologias e mais tecnologias de comunicação, falar em cartas pode soar um pouco estranho, como algo antigo, já perdido no tempo. 

Para nós, que acreditamos que o afeto ainda é a maior tecnologia, cartas são verdadeiras preciosidades. 

Podem ser de vários tipos, múltiplos formatos, destinadas aos amigos, familiares, aos amores da vida ou até a nós mesmos. Já experimentou escrever uma carta para você ler daqui há alguns anos? Pois é, exercício difícil mas bonito, necessário.  

Mas aqui, as cartas das quais gostaríamos de falar são aquelas de amor... Sim, essas já tão tratadas pelos poetas, eternizadas em tantas canções, retratadas em filmes e mais filmes. Quem não se emociona ouvindo Maria Bethânia declamando “Todas as cartas de amor são ridículas”, do  Fernando Pessoa? 

Quantos casais, ao longo do tempo, tiveram nas cartas o único modo de expressar suas paixões? É claro que somos suspeitos para falar, pois começamos nossa história de amor trocando cartas. Pois é, nesse mundo tão acelerado, nos permitimos resgatar esse nosso gosto antigo pelas cartas e  por meio delas nos conhecemos, trocamos afinidades, contamos nossas histórias, enfim, nos encontramos... 

Por mais “batido” ou antiquado que possa parecer, cartas são atemporais. São memórias vivas, vívidas, vividas, são afetos em forma de palavras, cheiros ou movimento. Sim, movimentos. Porque sentimos que filmes são ou podem ser autênticas cartas de amor. Para nós mesmos, para aqueles que amamos, para os que vem depois de nós. E é nisso que acreditamos, é com essa perspectiva que trabalhamos. Unimos nossas paixões por cartas, cinema e poesia para contar histórias, para construir memórias dos afetos, dos encontros, das conexões reais entre as pessoas.